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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Voltando às Atividades!

Olá!

Estou um pouco envergonhada por esta ser a primeira postagem do ano - hoje, dia 2 de fevereiro. Não vi o fim de 2013 chegar, e mal vi o primeiro mês de 2014 passar.

Muita coisa aconteceu nesse período. No ano passado, em outubro, realizamos uma mostra grande de patchwork - uma retrospectiva - aqui na cidade, e isso nos consumiu muito tempo (fotos aqui). Quando a mostra terminou já era novembro: estávamos em preparativos para um bazar de Natal; depois veio o próprio Natal e em janeiro um calor senegalês, como disse uma amiga minha (e ela mora em Curitiba...). Também em janeiro realizei uma empreitada hercúlea: mudei meu ateliê para um novo espaço, o que envolveu obra, quebradeira, poeira, tempo, grana... enfim, tudo isso me impediu de ter muito o que postar aqui no blog das fibras.

Mas para provar que não me esqueci do projeto nesse período, aqui vão algumas novidades:

1) O Projeto AVE LÃ! está sendo lançado oficialmente; temos agora uma página no facebook; vamos utilizá-la para divulgar atividades do projeto e também para fins educativos: em geral, as pessoas desconhecem os usos da lã, suas propriedades e possibilidades; e principalmente, pouca gente se dá conta de que ela já foi muito utilizada em nossa região. Pode parecer que o conteúdo da página e aqui da blog é o mesmo; mas as postagens da página serão sempre curtas, e aqui no blog eu vou continuar desenvolvendo bem mais os assuntos (quem acompanha sabe que as postagens são quase sempre longas). Já temos 97 curtidas na página e estamos esperando a sua!



2) Apesar do silêncio, estive "tramando" durante esses últimos meses: o projeto adquiriu um pacotão de lã do tamanho de minha casa (tá, exagerei) e conseguimos uma pessoa na cidade que está fabricando fusos para a gente. A partir de março estaremos em locais públicos fazendo demonstrações de fiação artesanal e quem gostar poderá adquirir um kit de sacolinha personalizada, fuso e lã natural. Mas avisamos desde já: fiar é viciante!

Este pacotão contém 3 quilos de lã; parece pouco, mas lembre que um novelo comprado geralmente tem 50 gramas; aqui ela está compactada, mas quando tiro do pacote parece que triplica de volume.

A lã é de carneiros de raça não definida, mas veio cardada e tem boa qualidade - ótima para fiar; mas não serve, por exemplo, para tricotar um cachecol. A cor natural e o cheirinho são deliciosos (eu gosto de cheiro de carneiro, uai); ela veio de Itamonte - do Sítio do Bicho Sem Vergonha. Visitem o site e vejam que delícia de lugar.

Este é um fuso. Não, não tem perigo de furar o dedo - mesmo depois de instalar o ganchinho que ainda está faltando. Fusos são peças extremamentes simples e até hoje fia-se com a ajuda dele em muitas culturas em todo o planeta.

Estes fusos foram encomendados pelo AVE LÃ! a um profissional que fabrica... instrumentos musicais! Ele produziu alfaias - tambores de maracatu - para um projeto de música de ACAJAL, e pelas ferramentas que usa imaginamos que daria para ele fabricar os fusos. Esse rapaz caiu do céu!

3) Continuo indo atrás de carneirinhos aqui na região; durante as férias estive em uma propriedade em Maria da Fé: acho que essa é maior criação de carneiros que visitei aqui por perto até agora; o proprietário é Grego e conversar com ele foi uma delícia. Fascinada pelas histórias, acabei não fotografando as peças lindas que ele ia mostrando - feitas por três irmãs de uma cidade vizinha: elas mesmas processam, lavam, cardam e fiam a lã, e trabalham maravilhosamente no tear. Mas estamos programando uma visita a elas, e aí terei fotos, com certeza; mas os carneirinhos eu fotografei (perdoem o dedinho na primeira foto):




4) Mesmo sem estar postando, tenho trabalhado um pouco com lã, apesar do calor: no momento estou fiando essa BFL (Blue Faced Leicester) misturada com seda Tussah que comprei de fora do país. O nome da cor é Creme Bruleé e está ficando maravilhosa. Junto com ela veio o ganchinho especial para puxar a fibra pelo orifício da roca. 



Por enquanto é só. Continuem nos acompanhando! Até breve.

domingo, 17 de junho de 2012

Lã boa e lã ruim

Eu contei, uns dias atrás, que finalmente estou fiando a lã que ganhei do Seu Arlindo. Essa lã é especial porque foi o primeiro velo que caiu em minhas mãos. E o primeiro velo a gente nunca esquece!


Eu andava pesquisando criadores de carneiros na região. Descobri vários, mas nenhum voltado para a produção de lã. Em algumas propriedades há carneiros lanados, mas não existe o cuidado necessário para a obtenção de uma fibra de qualidade - o foco é a produção de carne. Uma das indicações que recebi me levou à região da Pousada Recanto do Teimoso, onde finalmente eu os vi: branquinhos, peludinhos, os carneirinhos!


Fui atrás e descobri o proprietário, que gentilmente me encaminhou para o administrador - o Seu Arlindo. Sobre esse encontro eu já escrevi aqui.

A maior parte dessa lã que ganhei ainda está em seu estado bruto, no mesmo saco em que veio do sítio; lavei uma pequena porção mas depois desanimei: a lã é rústica demais, muitas pontinhas são impossíveis de pentear e a quantidade de matéria vegetal é enorme. 

Pentear a lã é um capítulo à parte: é difícil conseguir o equipamento apropriado, e eu ainda estou usando um parzinho de rasqueadeiras de pentear poodles. Pesquisando eu até descobri onde comprar um par de cardas de verdade, mas o preço é surreal: acima de duzentos reais. Disse o Guaracy, do Sítio Duas Cachoeiras, que outro dia mesmo uma carda custava dezenove reais. Com o aumento do interesse o preço galopou dessa forma. Mas são objetos super simples - vejam só:


Por conta disso é que continuo vasculhando lojas de artigos veterinários. Espero pelo menos conseguir rasqueadeiras maiores! E vou improvisando enquanto isso...

Mas enfim, já tinha desistido dessa lã. Durante minha visita ao Sítio Duas Cachoeiras, no entanto, vi a Cecília fiando uma lã tão rústica quanto a minha (minha, não, dos carneirinhos do Seu Arlindo). Não é uma lã apropriada para trabalhos delicados, como o tricô. Mas a Cecília fia e tece uns tapetinhos bem legais. Voltei mais animadinha, pus as luvas e tentei de novo; a lã tem de ser lavada porque a sujeira é muito grande; depois, na hora de pentear, cai muita matéria vegetal; uma segunda lavadinha a deixa bem mais limpa e aí tem de pentear mais um pouco, para afofá-la; depois, finalmente, é hora de fiar.

Mas é bem chatinho: ela não desfia bem como a lã de boa qualidade, e o fio fica bem irregular - grosso-fino-grosso-fino... Mas, como tenho aprendido, não existe lã boa ou lã ruim: cada tipo se presta a um propósito. Espero, em breve, poder mostrar aqui tapetinhos feitos com a lã que estou fiando. Por enquanto, ficam as fotos da lã antes e depois de fiada:

O velo não era totalmente branquinho: as cores naturais se mesclam.

A lã fiada tem trechos mais claros e outros mais escuros: isso deve dar um aspecto interessante ao trabalho pronto.


Depois de fiar, pretendo torcer dois fios juntos para tricotar com agulhas grandes - bem rústico. Vamos ver no que isso vai dar.

Até a próxima!

domingo, 6 de maio de 2012

Sim, é possível!

Neste sábado, dia 05 de maio, membros da ACAJAL saíram em mais uma pequena "viagem de campo": desta vez, o local visitado foi o Sítio Duas Cachoeiras, em Amparo, estado de São Paulo. Mas antes de contar sobre a visita é hora de falar um pouco do trabalho do núcleo de artesanato da ACAJAL.

A ACAJAL - Associação de Cultura e Artes José Antônio Lobo - é uma associação sem fins lucrativos, que busca apoiar e desenvolver ações e projetos nas áreas social, cultural e artística aqui em Pouso Alegre; dentro dela há diversos núcleos de trabalho: música, teatro, tradição, artesanato... por enquanto! Eu coordeno o núcleo de artesanato, que tem a missão de:
  •  resgatar tipos de artesanato de raíz que já foram praticados na região, ainda que de forma desorganizada e informal;
  • documentar e divulgar as técnicas de tais formas de artesanato;
  • implementar projetos que tornem acessíveis à comunidade o aprendizado e a prática de antigos e novos tipos de artesanato legítimo, e que possam ser ferramenta educativa junto à escolas e outras instituições;
  • viabilizar a criação de cooperativas que proporcionem um ofício e uma renda a pessoas necessitadas.

Por artesanato legítimo entendemos a prática do trabalho manual feito por pessoas da região, com matéria-prima da região, e inspirado em temas da região.

Assim sendo, o núcleo está no momento desenvolvendo um projeto que visa ao resgate da utilização da lã de carneiro no Sul de Minas. Eu comecei a me interessar por esse assunto há cerca de quatro anos, quando constatei que no exterior usa-se muito as fibras naturais na confecção de fios para artesanato, e aqui no Brasil quase tudo é sintético. Quem acompanha o blog sabe que de lá para cá aprendi a fiar com fuso, depois na roca; embrenhei-me em pequenas propriedades atrás de lã natural, cardei lã com rasqueadeiras de pentear poodles... E, ao longo desse aprendizado, fui contatando pessoas e histórias começaram a surgir. As pessoas ficam sabendo desse meu interesse e vêm contar sobre a avó que fiava, a tia que cardava lã e recheava acolchoados, a vizinha que tem ainda a tesoura de tosquiar utilizada pelo pai... também descobri pequenas criações na região - em Pouso Alegre, Maria da Fé, Ouro Fino, Jacutinga...

Dessa forma, quando conversei pela primeira vez sobre artesanato com pessoas da Secretaria de Cultura e Turismo de Pouso Alegre, surgiu a idéia de elaborar um projeto para resgatar a utilização da lã. A ACAJAL acolheu o projeto e apoiou tais idéias. Desde então eu e o pequeno grupo que reuni estamos trabalhando no aprendizado de técnicas e na busca de empreendedores que aceitem o desafio de iniciar uma produção bem orientada e aproveitada.

O processo não é fácil, e há muito o que fazer. As pessoas envolvidas são voluntárias, o tempo é curto e a verba também. Mas é preciso acreditar na tarefa, e nesse aspecto temos sido encorajados pelo contato com pessoas especiais, que apostaram em projetos como o nosso e obtiveram sucesso. Não falo do sucesso que o mundo enxerga e aplaude, mas do sucesso de, aos poucos, juntar as peças e estruturar uma propriedade sustentável, voltada para a educação ambiental, o manejo justo dos animais, o aproveitamento racional dos recursos da natureza; de ser referência em sua área de trabalho, e ter prazer e boa vontade de compartilhar a experiência adquirida em anos de luta.

É assim que eu descreveria o projeto de vida do casal Guaracy e Cecília Camargo, do Sítio Duas Cachoeiras. Ontem eles abriram mão de sua tarde de sábado e nos receberam generosamente, sem esperar nada em troca, com evidente satisfação de nos mostrar a propriedade e falar de sua rotina de trabalho, do manejo dos animais, dos roteiros de aprendizado que elaboram para receber grupos de estudantes. O carinho e o cuidado da dupla estão evidentes no olhar que têm para os carneirinhos e na maneira como falam da história de cada um; no capricho que se percebe nos espaços designados para o ensino das diversas atividades - fiação, tingimento, tecelagem; e na paixão com que falam de sua lida diária, que já dura 25 anos.

Histórias assim nos convencem de que nosso projeto é possível; mas é preciso, segundo eles, aprender a viver com simplicidade; e acordar todos os dias disposto a aprender mais, para que seja possível eliminar despesas. O envolvimento tem de ser constante e direto.

 E a recompensa? Os jovens aprendem? O interesse das crianças é conquistado? "Nem sempre", diz Guaracy; mas ele conta a história do rapaz, formando em agronomia da Universidade de Lavras, que telefonou convidando-o para uma palestra. Quando perguntou onde o rapaz tinha ouvido falar sobre o trabalho do sítio, ouviu a resposta: "Assisti a uma palestra sua quando estava na 7ª série...". A sementinha germinou.

Enfim, há muito o que mudar nesse mundo, há muito que se aprender e ensinar sobre o respeito à natureza. Que bom conhecer um pouco das pessoas engajadas nessa tarefa.

Abaixo, as fotos da visita. Mais informações sobre o Sítio Duas Cachoeiras no site.


Sincronicidade: na viagem de ida, erramos o caminho e fomos parar em Jacutinga por acaso; na estrada entre Jacutinga e Amparo, fomos premiadas com esta visão de carneirinhos trotando em fila indiana. Mas estes parecem ser da raça Santa Inês, que não produz lã: são criados para corte.

 
Na entrada da cidade, a recepção do casario de época.

Mas a cidade na verdade não tem esse perfil; mais a frente nos surpreendemos com a modernidade e com a quantidade de grandes indústrias - como a Seara e a Ipê.

O casal Cecília e Guaracy, nossos anfitriões, e nós da ACAJAL - Inês, eu e Ana Rita.

Os carneirinhos são dóceis e aceitaram nossa presença tranqüilamente; Guaracy explicou que isso não acontece com animais criados para corte - eles ficam nervosos à menor aproximação. No Sítio Duas Cachoeiras os animais morrem de velhice.


Guaracy ensina sobre as propriedades do extrume e seu aproveitamento.

Guaracy fala dos extratos naturais utilizados no tingimento vegetal das fibras.

Salão com informações para grupos de visitantes, demonstração dos roteiros de aprendizado e exposição de peças artesanais, plantas e fibras.

Cantinho da deliciosa sala de fiação e tecelagem.

Cecília demonstra a fiação, em roca de pedal, das fibras de seus próprios carneiros.

Sombras de fim de tarde na varanda do casarão principal.


No momento da despedida, o pôr do sol.

E no caminho de volta, a companhia da lua. Nessa noite ocorreu o fenômeno conhecido como "Super Lua Cheia".

Final perfeito de um dia perfeito!

Atá a próxima!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pequenas coisinhas irresistíveis...

Quando escrevi sobre rocas na última postagem, esqueci de mostrar esta aqui:


Prata de lei, oito dólares no eBay. Não dava para resistir, né?

E por que será que de repente os amigos começaram a me presentear com miniaturas de carneirinhos?


Não faço a menor idéia, mas estou adorando!

Inté!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Por amor à arte (ou "Perdendo o medo de aranhas")

Título longo, né? É que as emoções são muitas... afinal, não é toda sexta-feira que eu acordo cedinho e vou à roça buscar um velo de carneiro.

Eu tinha dito que ia fotografar a tosquia, mas ela ainda vai ser agendada; fui hoje buscar um velo que o Seu Arlindo, administrador da propriedade, já tinha guardado há algum tempo. "Guardado". Esclarecendo: estava dentro de um galão sem tampa, debaixo de um telheiro com muitas teias suspeitas; ele ia incinerar a lã, como de costume, porque não tem o que fazer com ela, mas a partir de agora vai guardar para mim. E aí, diante de meus olhos arregalados, Seu Arlindo foi enfiando a mão no galão e puxando láaaaa de dentro os punhados de lã bruta. Diálogo:

Eu: Tem bicho aí não, Seu Arlindo?
Ele: Bicho? (morando lá, esse termo para ele deve ser bem vago, a abrangência é grande...)
Eu: Carrapato, aranha...
Ele: Normalmente não... ( e começou a sacudir bem a lã para me convencer, como se isso fosse possível)
Eu: É que tem tanta teia aqui, né?
Ele: Teia de aranha?
Eu: É, aranha.
Ele: (me tranqüilizando) Aranha faz parte, né?
Eu: (...) (tentando não desmaiar)

Bem, aparentemente não havia bichos. Pelo menos não aracnídeos, o que já é um consolo.

Além do pacotão que perfumou meu carro, cheguei em casa munida também de uma bacia grandona, um par de rasqueadeiras (oficialmente servem para pentear cachorros, mas me informaram que funcionam como cardadeiras de pentear lã), um par de luvas e um vidro de sabão líquido suave (apesar de ser grande a tentação de usar água sanitária). Vou ter de lavar e pentear aquele negócio. Eu nunca fiz, nem vi ninguém fazer isso - estou contando com meus livros e vídeos. E com minha fé. Ainda não tenho como avaliar a qualidade da lã - não creio que servirá para fiar, mas deve servir para feltragem (eu sei, prometi escrever sobre feltragem - breve!).

Abaixo, fotos históricas - o primeiro velo a gente nunca esquece:

Não é um cadáver, tá?

Que bom que fotografias não registram cheiros...

As fotos abaixo são de livros meus - pessoas sorridentes lidando com os velos... isso é que me dá fé!




Estas fotos são dos livros "Fiber Gathering" e "Shear Spirit": o primeiro mostra dez festivais de fibra em diferentes regiões dos EUA; o segundo mostra as dez principais fazendas de produção orgânica de fibra animal, também em diferentes regiões dos EUA. Ambos são lindíssimos, e ajudaram a alimentar minha paixão por esse universo.

Volto em breve - espero que para mostrar fotos de meu velo limpinho e penteado!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Twist and shout! - e uma notícia boa...

Olá!

Dias corridos - aniversário de 15 anos de minha filha, hóspedes em casa, etc. Mesmo assim, curiosa como estava, fiz mais experiências com fiação - tipo 3-ply, como tinha mencionado; o resultado foi muuuuuito mais bacana: o fio ficou bem acabado, a amostra tricotada apresentou uniformidade e bom caimento:


1. Três tigelinhas para separar as três bolas de singles;
2. Torcendo os três singles juntos;
3. A bobina enche rapidinho;
4. A torção (twist) do processo de plying neutraliza a torção dos singles, resultando em uma meada equilibrada;
5. Meada transformada em bola;
6. Amostra tricotada - deu certinho! A essa altura eu já estava com vontade de cantar "Twist and Shout" pela sala - daí o título desta postagem!

E vamos à notícia boa: hoje recebi um telefonema que estive esperando muito! Há tempos eu pesquiso criadores de carneiros aqui na região; já encontrei em Maria da Fé, em Alfenas e também tive algumas indicações em Borda da Marta; na semana passada segui uma indicação e me embrenhei para os lados da Pousada Recanto do Teimoso, aqui mesmo em Pouso Alegre... e dei de cara com um rebanho! Deixei meu cartão com a caseira e hoje o proprietário me contatou. Como resultado, fui convidada a acompanhar uma tosquia e voltar para casa com um velo de carneiro!

Minha animação é por conta de um projeto que estamos desenvolvendo no núcleo de artesanato da ACAJAL - Associação Cultural José Antonio Lobo. Vou contar mais sobre o projeto em breve, e também vou mostrar os carneiros e a tosquia (ainda vamos programar). Por enquanto, deixo vocês com a foto que tirei quando estive na propriedade semana passada:


Até breve!