quarta-feira, 20 de março de 2013

Festa Surpresa!

Acessei o blog hoje, distraída, e dei com o número: 10.000 acessos! Não andava prestando atenção à quantidade de acessos ultimamente e foi uma agradável surpresa!

Agradeço a todos que nesse pouco mais de um ano demonstraram interesse pelo que escrevo, perguntaram, sugeriram, comentaram e, assim, tornaram meu trabalho mais prazeroso!


segunda-feira, 11 de março de 2013

Mais uma opção

Notícia boa a gente tem de espalhar: a demanda está começando a ganhar força no Brasil, e temos mais uma opção de fios naturais, 100% merino, tingidos artesanalmente. Este é o endereço do site/loja virtual da Sandra Baroni:

tricotrico.com/loja/

Ainda não experimentei, mas conheço quem testou e aprovou; o fio está disponível nas espessuras "fingering" (boa para meias!) e "worsted" (mais apropriada para vestuário). As cores são liiiindas, e têm nomes como "creme de cenoura" e "espuma de uva". Sugestivos.


Vou me jogar!

domingo, 3 de março de 2013

Coquetel de Fibras

"Ele voltou... o boêmio voltou novameeeeeente!" Quando eu era menina e ouvia o Nelson Gonçalves cantando isso eu sempre achava o verso assim, meio.... redundante. Voltou novamente? Hoje vejo que isso é possível, sim: um mês atrás eu escrevi uma postagem voltando de férias, mas aquilo foi delírio meu: cá estou eu voltando de férias... novamente. A gente tenta, mas a verdade é que enquanto as crianças não voltam às aulas e o carnaval não passa, não dá para retomar o ritmo de vida normal. Tentei, falhei.

Em minha defesa posso afirmar que tirei férias de escrever no blog, mas não de mexer com as fibras. Como evidência vou mostrar o fio BFL pronto - aquele verde-samambaia que estava fiando na última postagem:

1. Fio pronto no niddy-noddy - pouco mais de 300 metros;
2-3. Retirada do niddy-noddy, a meada ainda apresenta excesso de torção;
4. Após a lavagem, o fio relaxa e a torção normaliza;
5. Nas ilustrações românticas de antigamente havia sempre uma boa alma segurando a 
meada enquanto a tricoteira preparava a bola... eu uso as costas da cadeira, mesmo;
6. Bola de fio pronta para usar!

Como eu havia previsto, o fio ficou muito fofinho e se comportou bem nessa primeira amostra:


O complicado de se fabricar fio artesanalmente é que ele acaba virando nosso bebezinho, e é bem difícil decidir em que peça utilizá-lo! Enquanto aguardo inspiração, vou mostrar outros fios que andei usando. Trata-se de fios industrializados, com diferentes combinações de fibras. Cada combinação tem um resultado - às vezes feliz, outras vezes nem tanto. Nos últimos meses tricotei as seguintes peças testando esses fios:


Fio: Ice Yarns* Viscose Merino 
Combinação de 50% merino (lã natural) e 50% viscose (sintética)
Aprovada porque: A viscose tornou a lã mais fresquinha e apropriada para meia-estação, e deu um drapeado bonito e gostoso à peça. O fio distorce um pouquinho, mas nada que desanime, e o resultado compensa.


Fio: Patons** Serenity 
Combinação de 50% algodão e 50% viscose de bambu
Reprovada porque: Tanto o algodão quanto a viscose de bambu são mais pesados e não têm elasticidade; a peça ficou bonita e gostosa, fresquinha... mas cada vez que olho para ela parece que está maior! No corpo, ela não pára no lugar, quase escorrega ombro abaixo...Além disso, a torção fica desfazendo (não tem a lã para segurar a torção) e a gente sem querer enfia a agulha no meio das fibras - muito chato de trabalhar. 



Fio: Brown Sheep*** Cotton fine 
Combinação de 80% algodão e 20% lã 
A-pro-va-dís-si-ma porque: Apesar do predomínio do algodão, que tem zero elasticidade, a pequena quantidade de lã presente deu "outra mão" ao fio: a peça ficou leve e fresca e não cresce involuntariamente como se tivesse vida própria.  A definição do ponto é excelente, e o fio é muito agradável de trabalhar.



Fio: Ice Yarns Pure Alpaca
100% alpaca
Essa fibra é maravilhosa... mas empregada pura, não é apropriada para qualquer trabalho, não: o fio fica um pouco pesado e a elasticidade também fica comprometida. A peça acima cresceu muito na hora de blocar. E algo me diz que vai crescer mais com o uso...sendo um xale, tudo bem; mas e se se fosse um suéter? Nesse caso, eu certamente ia preferir uma combinação de alpaca com lã. Já escrevi outras postagens sobre a alpaca - para localizar utilize a ferramenta de busca do blog.


Fio: Ice Yarns Woolsilk Tweed
Combinação de 40% rayon (sintético), 30% seda e 30% lã
O fio me pareceu um pouco rústico a princípio... estava guardado aqui em casa há um tempão, mas não tinha simpatizado com ele nas primeiras tentativas de tricotar um amostra. O fato é que ele é rústico, sim, e não se presta a trabalhos muito elaborados, com tranças , pontos em relevo, etc. No final, revelou-se perfeito para essa peça super básica, toda em ponto meia: sua textura mesclada foi valorizada e, para minha surpresa, ele foi ficando mais gostoso à medida em que eu tricotava! 

*Vocês devem ter reparado que vários dos fios acima são da Ice Yarns; não estou fazendo propaganda; é que esses fios, apesar de importados, são bem acessíveis. Andei sondando e a informação que tive é que lá na Turquia, onde fica a empresa, o uso pricipal dos fios é a fabricação de tapetes. O mercado de tricô e crochê não é lá essas coisas, e eles então vendem para o exterior. Tenho comprado muito deles - o atendimento é ótimo, os pacotes chegam rápido e a maioria dos fios é bem legal. Já tive algumas decepções e a paleta de cores não é muito variada; mas, ainda assim, compensam.

**O Patons é Australiano e alguns de seus fios estão à venda no Bazar Horizonte. O fabricante é bom - a combinação de fibras que citei aqui é que não funcionou - pelo menos não para mim.

***O Brown Sheep é super renomado e caro para nosso bolso; o fio que mencionei acima foi comprado em uma promoção do eBay - cinco novelos por um precinho bacana; segundo o vendedor, a produto era de segunda linha mas "está em condições de uso". Não vi nada de segunda linha - o fio estava perfeito. O controle de qualidade lá fora é que é muito rigoroso.

Enquanto isso, aqui no Brasil, é tempo de novos lançamentos para o inverno. E, mais uma vez, as primeiras "novidades" não são nada promissoras:


Como nos anos anteriores: pompons, frufrus, bolotas e alguns basiquinhos repetitivos. Tudo em poliéster, poliamida, acrílico... ou seja: totalmente sintéticos. Na boa: eu penso que...


Então, em homenagem a nossos fabricantes, fiz essa brincadeirinha com aquelas carinhas que andam fazendo sucesso na internet: 


Pensando bem, brincadeirinha uma ova: é sério, viu, senhores fabricantes? Acordem!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vamos aprender?

Oportunidade maravilhosa - o Sítio Duas Cachoeiras vai oferecer esta vivência no comecinho de fevereiro:


O lugar é lindo, cheio de energia da boa, e as pessoas são especiais! Eu estive lá em maio do ano passado e escrevi uma postagem sobre eles - quem puder, aproveite!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Salve 2013: fibra, alface, viola, rock!

Hoje é dia 19 de janeiro de 2013, o mundo não acabou, e chega de férias!

Eu sei, demorei para voltar. E agora não sei por onde começo, pois muita coisa aconteceu, fiz muitas artes (nem todas relacionadas com fibras) e são muitos assuntos para pôr em dia. Então decidi que hoje ou vai ou racha! Essa vai ser uma postagem tipo saladão, tudo misturado, só para começar a esquentar as turbinas. Depois eu vou me acertando, e lembrando de todas as coisas do período em que estive ausente.

Resolvi escrever de qualquer jeito hoje porque a noite vai ser longa. Minha filha está a caminho de um encontro de bandas de rock que acontece hoje aqui na cidade - sua primeira saída noturna para um evento público. Vou ter de ir buscá-la lá pelas tantas, e preciso ficar acordada e entretida - para não ficar fantasiando sobre catástrofes adolescentes, tetos que desabam, copos com conteúdo suspeito, sósias do Ozzy Osbourne, essas neuras. Separei meia dúzia de filmes para assistir, mas parece que isso vai ser pouco, e cá estou eu. A tarde pelo menos passou rápido - das três às seis o tempo voou enquanto eu assistia ao workshow do Zé Nazário* e John Stein Trio no Café Cultura Divina Maria.

Mas, primeiro, vamos ao dever de casa: tirei o pó da roca esses dias e finalmente comecei a fiar uma das lindezas que mostrei em postagem recente. Comecei pelo BFL, raça de carneiros muito popular entre as fiandeiras lá de fora, mas que eu ainda não havia experimentado. Ao separar as mechas para fiar ficou mais clara ainda a impressão que tive - a quantidade muito superior de crimp. Dá para ver bem nas fotos 1 e 2, abaixo:


Isso significa que esse vai ser um fio bem aerado. Optei então pela torção simples: se eu fiar vários singles e tentar torcê-los juntos vou acabar gerando um mega fio, pois depois de lavada essa lã vai encolher e afofar, certo? Aquele efeito "cabelo-de-dia-chuvoso" que já expliquei aqui. Para saber mais, use a ferramenta de busca do blog - pesquise a palavra "crimp".

Estando paradinha por um tempo, minha roca cantou como a viola do Ivan Vilela** que está aqui enchendo o ar, via um CD que pus no notebook. Pausa "para limpar canhão", como dizia meu pai: limpinha e lubrificada (foto 3), aí sim a roda girou bonito e suave, e o resultado dá para ver na foto 4. Esse fio promete: fibra deliciosa de fiar, fácil de desfiar e as cores estão ficando lindas - são ziliões de tons de verde.

Já cumpri o dever de falar de fibras têxteis, então posso agora escrever sobre outro tipo de fibra? Falei em tons de verde acima, e aí deu vontade de mostrar um projetinho que abracei durante as férias: plantar alface. O Jamie Oliver ensina como cultivar baby alfaces em casa, e resolvi tentar. Plantei mudinhas de vários tipos, tudo misturado, e deu super certo:


Mas elas crescem muito, muito rápido - e o espaço não permite isso; ótimo para quem precisa de motivação para comer salada todo dia, pois quando retiramos algumas folhinhas surge espaço para que outras brotem. 


Um mundo perfeito seria assim: salada cultivada em casa, suéter tricotado com lã sustensável, fiada na roca... mas já foi assim um dia, né?

E enquanto estou falando de produção local, aproveito para pincelar um assunto que não tem a ver com fibras, mas tem a ver com esse estilo de vida que advogo: morar em Pouso Alegre causa um efeito psicológico que não estava previsto quando vim para cá: tem por aqui um pessoal incrivelmente talentoso***. Existem muitas feras da música nesse Brasil - os Miltons, Gilbertos, Chicos, Ritas, Joyces... Mas uma coisa é eles lá e eu aqui. Em Pouso Alegre é mais complicado, porque via ACAJAL eu acabei tendo a chance de conhecer grandes talentos de perto. É humilhante, viu? No bom sentido, mas é. Como assim, bom sentido? Simples - você se sente uma pulga perto deles, mas é também um privilégio conhecê-los. Sério, gente: se for mudar para cá, faça umas aulas de canto ou aprenda a tocar nem que seja triângulo. 

Ao longo dessa postagem eu marquei com asteriscos os nomes de Ivan Vivela e Zé Nazário. O primeiro é um violeiro de Itajubá, com vários CDs gravados e autor de muitas canções - inclusive a linda "Paisagens", que eu estava ouvindo agora há pouco. E o segundo, o Zé - não reparem a intimidade, mas ele é meu vizinho, já foi meu professor e sua esposa é uma grande amiga! - é considerado um dos melhores bateristas do mundo, com direito a carreira internacional e participação no programa do Jô Soares. Humilhante. Hu-mi-lhan-te. Pois o Zé hoje se apresentou aqui na cidade com esse trio que aparece no vídeo; na verdade foi uma apresentação-workshop - eles falaram de música, deram dicas, responderam tudo o que a gente perguntou... e tocaram, claro. Enfim, nunca três horas passaram tão depressa. Queria que durasse até de madrugada, para eu esquecer que minha filha está no tal encontro de bandas de rock - oops, lembrei!

'Bora então assitir à pilha de vídeos que separei, para tentar esquecer por um tempo!

Desculpem a salada - na próxima postagem estarei de volta ao normal!

Até lá!


** Zé Nazário na Wikipedia

***Outras feras de Pouso Alegre: 
         Grupo Cantus Quatro, que tem CD produzido pelo Cláudio Nucci;
         Élder Costa, cantor, violonista e compositor que já teve canções gravadas por Milton Nascimento e Ana Carolina;
         Os meninos do Café com Jazz Trio;
         Os irmãos Sandro e Diego Nogueira, que comandam o projeto Contraponto.
     
     Também conheço gente que toca em orquestra, canta na TV, e etc.., mas já chega, né? Humilhante. E nem falei do pessoal envolvido com teatro aqui na cidade.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Um ano de blog!

Não tem jeito, não é, gente? Todo ano é a mesma coisa: o Natal é um dia só, mas a gente fica enrolado o mês de dezembro inteiro! Vinte dias sem escrever, muita coisa para mostrar e contar, mas vai ter de ficar para depois das festas.

Mas volto em breve, com uma postagem para comemorar o primeiro aniversário do blog, que aconteceu nos primeiros dias de dezembro.

Até lá e...