sexta-feira, 18 de maio de 2012

Estou pronta!



Será no próximo domingo o 1º Picknit de Pouso Alegre. Já separei minha cesta, toalha, cadeira dobrável...e a previsão do tempo é boa! Haverá sorteio de novelos, fibra e até de um fuso!


Então, junte suas coisas e participe também: domingo dia 20, às 10:30h, no Parque Florestal. É só chegar e sentar conosco. Até lá!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Oops! Muita calma nessa hora...

Há mais complexidade no mundo das fibras do que supõe nossa vã cestinha de tricô! Duas postagens recentes geraram dúvidas, e algumas pessoas me escreveram para esclarecê-las (a propósito, não sei o que está acontecendo com o blogger: muitas pessoas têm me enviado e-mail dizendo que não conseguem postar comentários aqui).

Vamos lá:

Na última postagem falei sobre o Mohair, que vem da cabra angorá; e aí perguntaram: Mas angorá não é um coelho? Sim, também; e há ainda o gato angorá. Os animaizinhos descritos como angorá têm o pêlo beeeeeeem  longo. Então, para esclarecer:

- o coelho angorá fornece a fibra comercialmente descrita como angorá; ou seja, se o rótulo de seu fio disser que ele contém angorá, a fibra vem do coelhinho, que já mostrei aqui.

- a cabra angorá fornece a fibra comercialmente conhecida como mohair;

- a cabra cashmere fornece a fibra comercialmente conhecida como cashmere.

Como podemos ver, nem só de carneirinhos vive a fiação artesanal. Também já falei sobre a alpaca em outra ocasião.

Outra postagem que causou confusão foi esta, em que falei de um fio brasileiro classificado como worsted. Essa palavra normalmente confunde porque tem dois significados completamente diferentes:

- os fios podem ser classificados como woolen ou worsted; nesse caso, a classificação refere-se à maneira como as fibras foram preparadas para a fiação: cardadas desordenadamente em todas as direções (woolen) ou penteadinhas, todas na mesma direção (worsted); já expliquei a diferença aqui.


Foto 1: o método worsted gera um fio mais denso, compacto e resistente;
Foto 2: o método woolen resulta em fio mais leve e aerado, porém com menos definição e resistência.

- Maaaaaas... worsted também é uma das classificações por espessura, e descreve um fio médio. As nomenclaturas variam da mais fininha (lace weight) à bem grossona (super bulky). Essa tabela descreve todas as categorias.

Bacana mesmo vai ser o dia em que tivermos essas classificações aqui mesmo, no Brasil. E uma terminologia padronizada aplicada aos fios, às receitas... Também ando atrapalhada com os termos da fiação artesanal: quem leu as postagens sobre esse tema deve ter percebido que utilizo os termos em inglês, grifados: single, plying, drafting... Tenho pesquisado e não encontrei ainda termos em português para muitas das diferentes etapas do trabalho. Mas eles devem existir, pois já se fiou muito no Brasil.

No momento estou buscando contatos com associações de fiandeiras que descobri em Goiás e Alagoas, com o objetivo de aprender os termos que elas usam. E, aqui no Sul de Minas, tenho conversado com pessoas que cresceram vendo alguém fiar - mãe, avó, tia - na esperança de aprender um pouco sobre essa terminologia perdida. Esse vocabulário precisa ser resgatado e documentado rápido, antes que mais uma geração se vá e não sobre ninguém para contar a respeito. Aceito ajuda: se alguém puder sugerir fontes de pesquisa, contatos, etc. será uma grande contribuição!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uau, mohair!

Não, não é um carneirinho:


É uma cabra angorá!

Acredita-se que essas fofuras tiveram sua origem na região do Tibete, mas sabe-se que vivem na Turquia desde o século XVI. Hoje as cabras angorá são criadas em muitas partes do mundo por causa de sua fibra valiosa - o mohair. Só para se ter idéia: o merino é considerado a melhor lã do mundo. Mas, no eBay, uma libra de merino para fiar custa 24 dólares, e uma libra de mohair custa dez dólares mais caro!

Mohair             X             Merino
34 dólares                      24 dólares

Ainda não me atrevi a tentar fiar mohair, mas comprei da Ice Yarns, na Turquia, um lote de oito novelos do fio Ice Cezanne Magic:


O fio é super sedoso e tem bastante halo: fibras que ficam flutuando na superfície. Dá até para penteá-las! Descobri também que o fio rende muito - com apenas três novelos (150 metros cada) e agulhas de 5 mm fiz este poncho para minha filha:


Ficou fofinho, muito leve e super quente! Eu acho que não usaria em mim, pois já sou fofinha e ele me deixaria maior ainda. Minha filha é magrinha e pode se jogar!

Mas, como tudo tem desvantagens, devo dizer que essa não foi uma peça muito agradável de tricotar: o mohair é escorregadio, agarra um pouco na agulha por causa das tais "fibras flutuantes" e, se precisar desmanchar, acenda uma vela antes: as fibras embaraçam pra valer! Mesmo assim, já que sobraram cinco novelos, vou me aventurar de novo em um cachecol, pois acho que vai ficar um negócio delicioso! 

Quem quiser experimentar não pode deixar de ir ao Picknit no Parque Florestal de Pouso Alegre na semana que vem: além de levar amostras de diversos fios, um novelo inteirinho do Cezanne Magic será um dos brindes sorteados!


Parque Florestal de Pouso Alegre
Dia 20 de maio, domingo, às 10:30h.

Até lá!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Nosso canto!

Ando muito entretida nos últimos dias com o ótimo livro da Adélia Borges, "Design + Artesanato - O caminho Brasileiro". Tenho muito o que falar dele aqui, mas por enquanto vou contar só que ontem à noite li um trecho mencionando a existência de associações de fiandeiras - mulheres que fiam - no Brasil. Toca a pesquisar na internet, e de repente descubro o quê? Que existe o Canto das Fiandeiras.


Eu devo ser muito sentimental. Comprei minha roca em novembro passado, sem nunca ter visto uma e sem jamais ter visto ninguém fiar. Achava que estava solitária nisso e no sábado conheci a Cecília, do Sítio Duas Cachoeiras, bem pertinho daqui, que também fia (mostrei na postagem anterior). E agora surge esse canto. Que gostoso, né, Cecília?

E essa é a letra:

A roda que eu fio nela, ô senhora
É só eu que ponho a mão, ô senhora

Ou então minha cunhada, ô senhora
que é muié do meu irmão, ô senhora

As panela lá de dentro, ô senhora
Tá fervendo numa lida, ô senhora

Uma de boca pra baixo, ô senhora
Outra de fundo pra riba, ô senhora

A roda qu'eu fio nela, ô senhora
Sabe lê, sabe escrevê, ô senhora

Só não sabeme dizer, ô senhora
Quanto custa um bem-querer, ô senhora

Fia, fia minha roda ô senhora
Pra acabar com esse algodão, ô senhora

Pra fazer muita roupinha ô senhora
Pra dona da fiação ô  senhora 


Dia bom começa assim.

Inté!

domingo, 6 de maio de 2012

Sim, é possível!

Neste sábado, dia 05 de maio, membros da ACAJAL saíram em mais uma pequena "viagem de campo": desta vez, o local visitado foi o Sítio Duas Cachoeiras, em Amparo, estado de São Paulo. Mas antes de contar sobre a visita é hora de falar um pouco do trabalho do núcleo de artesanato da ACAJAL.

A ACAJAL - Associação de Cultura e Artes José Antônio Lobo - é uma associação sem fins lucrativos, que busca apoiar e desenvolver ações e projetos nas áreas social, cultural e artística aqui em Pouso Alegre; dentro dela há diversos núcleos de trabalho: música, teatro, tradição, artesanato... por enquanto! Eu coordeno o núcleo de artesanato, que tem a missão de:
  •  resgatar tipos de artesanato de raíz que já foram praticados na região, ainda que de forma desorganizada e informal;
  • documentar e divulgar as técnicas de tais formas de artesanato;
  • implementar projetos que tornem acessíveis à comunidade o aprendizado e a prática de antigos e novos tipos de artesanato legítimo, e que possam ser ferramenta educativa junto à escolas e outras instituições;
  • viabilizar a criação de cooperativas que proporcionem um ofício e uma renda a pessoas necessitadas.

Por artesanato legítimo entendemos a prática do trabalho manual feito por pessoas da região, com matéria-prima da região, e inspirado em temas da região.

Assim sendo, o núcleo está no momento desenvolvendo um projeto que visa ao resgate da utilização da lã de carneiro no Sul de Minas. Eu comecei a me interessar por esse assunto há cerca de quatro anos, quando constatei que no exterior usa-se muito as fibras naturais na confecção de fios para artesanato, e aqui no Brasil quase tudo é sintético. Quem acompanha o blog sabe que de lá para cá aprendi a fiar com fuso, depois na roca; embrenhei-me em pequenas propriedades atrás de lã natural, cardei lã com rasqueadeiras de pentear poodles... E, ao longo desse aprendizado, fui contatando pessoas e histórias começaram a surgir. As pessoas ficam sabendo desse meu interesse e vêm contar sobre a avó que fiava, a tia que cardava lã e recheava acolchoados, a vizinha que tem ainda a tesoura de tosquiar utilizada pelo pai... também descobri pequenas criações na região - em Pouso Alegre, Maria da Fé, Ouro Fino, Jacutinga...

Dessa forma, quando conversei pela primeira vez sobre artesanato com pessoas da Secretaria de Cultura e Turismo de Pouso Alegre, surgiu a idéia de elaborar um projeto para resgatar a utilização da lã. A ACAJAL acolheu o projeto e apoiou tais idéias. Desde então eu e o pequeno grupo que reuni estamos trabalhando no aprendizado de técnicas e na busca de empreendedores que aceitem o desafio de iniciar uma produção bem orientada e aproveitada.

O processo não é fácil, e há muito o que fazer. As pessoas envolvidas são voluntárias, o tempo é curto e a verba também. Mas é preciso acreditar na tarefa, e nesse aspecto temos sido encorajados pelo contato com pessoas especiais, que apostaram em projetos como o nosso e obtiveram sucesso. Não falo do sucesso que o mundo enxerga e aplaude, mas do sucesso de, aos poucos, juntar as peças e estruturar uma propriedade sustentável, voltada para a educação ambiental, o manejo justo dos animais, o aproveitamento racional dos recursos da natureza; de ser referência em sua área de trabalho, e ter prazer e boa vontade de compartilhar a experiência adquirida em anos de luta.

É assim que eu descreveria o projeto de vida do casal Guaracy e Cecília Camargo, do Sítio Duas Cachoeiras. Ontem eles abriram mão de sua tarde de sábado e nos receberam generosamente, sem esperar nada em troca, com evidente satisfação de nos mostrar a propriedade e falar de sua rotina de trabalho, do manejo dos animais, dos roteiros de aprendizado que elaboram para receber grupos de estudantes. O carinho e o cuidado da dupla estão evidentes no olhar que têm para os carneirinhos e na maneira como falam da história de cada um; no capricho que se percebe nos espaços designados para o ensino das diversas atividades - fiação, tingimento, tecelagem; e na paixão com que falam de sua lida diária, que já dura 25 anos.

Histórias assim nos convencem de que nosso projeto é possível; mas é preciso, segundo eles, aprender a viver com simplicidade; e acordar todos os dias disposto a aprender mais, para que seja possível eliminar despesas. O envolvimento tem de ser constante e direto.

 E a recompensa? Os jovens aprendem? O interesse das crianças é conquistado? "Nem sempre", diz Guaracy; mas ele conta a história do rapaz, formando em agronomia da Universidade de Lavras, que telefonou convidando-o para uma palestra. Quando perguntou onde o rapaz tinha ouvido falar sobre o trabalho do sítio, ouviu a resposta: "Assisti a uma palestra sua quando estava na 7ª série...". A sementinha germinou.

Enfim, há muito o que mudar nesse mundo, há muito que se aprender e ensinar sobre o respeito à natureza. Que bom conhecer um pouco das pessoas engajadas nessa tarefa.

Abaixo, as fotos da visita. Mais informações sobre o Sítio Duas Cachoeiras no site.


Sincronicidade: na viagem de ida, erramos o caminho e fomos parar em Jacutinga por acaso; na estrada entre Jacutinga e Amparo, fomos premiadas com esta visão de carneirinhos trotando em fila indiana. Mas estes parecem ser da raça Santa Inês, que não produz lã: são criados para corte.

 
Na entrada da cidade, a recepção do casario de época.

Mas a cidade na verdade não tem esse perfil; mais a frente nos surpreendemos com a modernidade e com a quantidade de grandes indústrias - como a Seara e a Ipê.

O casal Cecília e Guaracy, nossos anfitriões, e nós da ACAJAL - Inês, eu e Ana Rita.

Os carneirinhos são dóceis e aceitaram nossa presença tranqüilamente; Guaracy explicou que isso não acontece com animais criados para corte - eles ficam nervosos à menor aproximação. No Sítio Duas Cachoeiras os animais morrem de velhice.


Guaracy ensina sobre as propriedades do extrume e seu aproveitamento.

Guaracy fala dos extratos naturais utilizados no tingimento vegetal das fibras.

Salão com informações para grupos de visitantes, demonstração dos roteiros de aprendizado e exposição de peças artesanais, plantas e fibras.

Cantinho da deliciosa sala de fiação e tecelagem.

Cecília demonstra a fiação, em roca de pedal, das fibras de seus próprios carneiros.

Sombras de fim de tarde na varanda do casarão principal.


No momento da despedida, o pôr do sol.

E no caminho de volta, a companhia da lua. Nessa noite ocorreu o fenômeno conhecido como "Super Lua Cheia".

Final perfeito de um dia perfeito!

Atá a próxima!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Novos Fios na Área

Em postagens bem recentes eu mostrei esses dois lançamentos nacionais 100% lã de carneiro. Eu os descobri pela internet, e a curiosidade de experimentar foi grande. Encomendei, e eles chegaram ontem.


O novelo em tons de roxo à esquerda é o Confor da Pura Fibra, que eu havia mostrado aqui. A cor é mais bonita pessoalmente do que na foto, e o toque da lã é bem agradável. O fio também se comportou bem nesta amostrinha:


Por "bom comportamento" eu quero dizer boa elasticidade e boa definição dos pontos. O que não passou muito em meu teste foi o colorido: esse é um fio tipo self-striping - ou "que cria listras sozinho". Não sou muito de fios matizados, ou pelo menos prefiro que o matizado seja mais sutil - com uma variação de cor mais freqüente, com menos contraste e que não chegue a formar listras. Mas gostos variam, né? O mundo seria muito chato se todo mundo tivesse gosto igual. Na verdade, não é que eu não goste dos coloridões: é que normalmente eles brigam com o tricô - se for utilizado um ponto muito elaborado fica uma confusão visual só. Como ando em uma fase de experimentar muitas técnicas e pontos novos, prefiro um fio de colorido mais discreto.

Deixando a cor de lado, a qualidade da lã superou minha expectativa. Eu não estava lá muito otimista porque o produto é descrito apenas como 100% lã, sem especificar que tipo de lã. E existem centenas. A pesquisadora Clara Parkes faz uma colocação interessante em seu livro The Knitter's Book of Wool: ela explica que cada tipo de lã é mais indicada para um propósito ou outro, e não existe "lã boa" ou "lã ruim"; existe lã imprópria para determinado fim. No entanto, os fabricantes no mundo todo sempre descreveram seus produtos simplesmente como "lã". A autora vai adiante comparando essa situação com a fabricação do vinho: há diversos tipos de uvas, e os bons vinhos são indentificados como Cabernet, Chardonay, Merlot, etc. Como fabricar um produto, engarrafar e escrever no rótulo "100% uva"? Felizmente, segundo ela, isso está mudando, e os bons fabricantes já identificam seus fios de acordo com a raça do carneiro: Merino, Shetland, Targhee, etc. Por isso fiquei agradavelmente surpresa com o fio "100% lã" da Pura Fibra: seja lá qual for a raça, o toque é gostoso e eu tranqüilamente faria um cachecol para enrolar no pescoço.

A Pura Fibra também marcou pontos no atendimento ao cliente: enviei um e-mail para eles elogiando a iniciativa e, muito rapidinho, recebi resposta super gentil, agradecendo o contato e o incentivo, e dizendo que a opinião do consumidor é importante. Achei bacana porque já enviei e-mails com comentários e sugestões a outros fabricantes, e nunca recebi resposta.

O único porém é: a embalagem informa que o fio é fabricado na Turquia. No eBay existem milhares de ofertas de tipos variados de fios de um fabricante na Turquia. Eu mesma já comprei desses fios em algumas ocasições, e são bons. Mas são muito, muito baratos: tipo um lote com 8 novelos, totalizando 1200 metros, por 12 dólares. Por que o preço tão baixo? Dá para desconfiar, né? O preço do novelo do Confor está racional, então espero que sua procedência seja justa. 

O outro lançamento, que eu havia comentado nessa postagem, é o Da Fazenda, fabricado pela Fazenda Caixa D'Água. Esse meadão que, depois de desenroscado, ficou enooooorme:


100% merino de carneirinhos brasileiríssimos. Fiação artesanal. Tingimento natural. Segundo o fabricante, essa cor que comprei (116) é tingida com carqueja. 

Este fio é um single - ou seja, a torção só foi aplicada uma vez: não houve segunda torção de vários fios juntos. O processo de fiação me parece ser o woolen, que deixa a lã mais fofinha e aerada. (Já expliquei sobre fios single ou plyed aqui, e falei sobre o processo woolen de fiação aqui). Eu a-m-o os singles. O problema deles é que ainda não sei fiá-los com destreza. É preciso ter consistência, uniformidade quase total na espessura, e eu ainda cometo deslizes. O processo de plying retorce dois ou mais singles juntos, minimizando as discrepâncias, morou? Mas um single assim lindão, fiado por quem tem experiência, é show!

A qualidade da lã está acima de qualquer suspeita - é só pôr a mão; comparável a fios semelhantes que comprei lá de fora - como o Malabrigo e o Madelinetosh. Só acho que eles erraram um pouco na classificação da espessura: a descrição é Worsted, mas achei que ele está mais de Aran para Bulky*. Eu tricoto folgado e normalmente uso agulhas de 4 mm para fios worsted. Fiz uma amostra com agulhas de 6 mm, na boa:


A cor é mais verdinha do que parece na foto, e tem umas variações sutis, típicas do tingimento artesanal, que eu adoro. Difícil agora é decidir o que fazer com essa maravilha!

*Explicando as classificações: segundo a tabelinha do Craft Yarn Council (um órgão que regulamenta e classifica os fios para artesanato nos EUA)  avalia-se a espessura de um fio em Wraps Per Inch (WPI) - ou "voltas por polegada": é só enrolar o fio em uma régua e ver quantas voltas são necessárias para preencher uma polegada (= 2,54 cm). As classificações por espessura vão de 1 a 6, sendo 4 a espessura média - ou worsted: 12 WPI; o fio Da Fazenda mediu 10 voltas por polegada, caindo no limite entre as categorias Aran e Bulky. 

Uma ressalva sobre este fio: ele já vem tratado para não encolher nas lavagens; isso normalmente indica que o fio não se presta a trabalhos feltrados. Mas eu ainda não falei sobre feltragem - breve vou explicar melhor!

Até a próxima!